2013 abr

Danoninho vale por um bifinho. E também por um joguinho. Essa era a síntese de uma propaganda da Danone da década de 1980 dirigida a crianças – e veiculada em gibis. O anúncio ensinava a montar o tabuleiro de um jogo chamado Ponto-Bol, baseado no uso de cartolina e embalagens vazias de Danoninho. Os potinhos serviam como buracos, de diferentes pontuações, onde uma bolinha devia ser acertada.

2013 abr

Na primeira metade do século 20, tampinhas de garrafas de refrigerantes já serviam de veículo para promoções. Veja-se a “nota importante” aos consumidores colocada em um anúncio de 1927 do extinto Guaraná Elephante, da Destillaria Ypiranga: “Examinem as tampas metallicas que são portadoras de premios”. Os brindes variavam de 5 contos a mil contos de réis.

2013 abr

Em 1969, uma promoção com animais ocupou as tampinhas de Pepsi e Crush, à epoca distribuídos pela Refrigerantes Sul Rio-Grandense. Quem encontrasse na parte interna das peças desenhos de bichos iguais ao de anúncios publicados em revistas da época ganhava canetas, bicicletas e até aparelhos de televisão. Achar um macaco, que não aparecia nas peças de publicidade, dava direito a outro refrigerante.

2013 abr

Primeiro de quatro filmes estrelados pelos Beatles, o longa A Hard Day’s Night (no Brasil, Os Reis do Iê, Iê, Iê), de 1964, dá destaque a uma embalagem numa de suas cenas. Nela, o agente da banda, interpretado pelo ator Norman Rossington, experimenta dificuldades para abrir uma caixinha de leite – que, pelo formato tetraédrico, se supõe ser da Tetra Pak. A ideia era mostrar como um dia já começa difícil quando até abrir um simples invólucro de leite se revela uma dureza. Mesmo sem intenção, a esquete pode soar ingrata com uma tecnologia que revolucionou a venda de produtos lácteos – permitindo até a distribuição em vending machines, como a retratada na mesma passagem do filme. Mas, como diriam os próprios quatro rapazes de Liverpool, numa de suas mais célebres canções, let it be – ou “deixe estar”, em bom português.

A cena da briga com a embalagem pode ser conferida no vídeo abaixo:

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2013 mar

Em 1982, o sabão em pó Omo fez uma promoção em suas embalagens com foco direto nas crianças: a tampa da caixa do detergente podia ser trocada por um gibi do Pato Donald, do Zé Carioca, da Luluzinha ou do Bolinha. Além da tampa, a divulgação da promoção ocupava grande espaço na parte frontal da embalagem. E a propaganda, claro, era feita nos respectivos gibis da Editora Abril.

2013 mar

Anúncio da década de 60 da margarina amarela Parkay, da Kraft, avisava que o produto estava à venda em 26 estados. Nos outros 24, só com o corante rosa

Em 1877, atendendo a um lobby da forte indústria de laticínios, que fabricava manteiga, a maioria dos estados americanos restringiu a produção de margarina. A rotulagem devia dizer claramente que não se tratava de manteiga. Restaurantes que utilizavam margarina eram obrigados a afixar um cartaz dizendo “Aqui se usa manteiga artificial”. A margarina amarela foi proibida: em vários estados, leis obrigavam os fabricantes a adicionar corantes cor de rosa, para que o produto parecesse intragável. Para vender o produto com a cor amarela as indústrias tinham de pagar pesadas taxas. O lobby deu certo: de 1877 a 1902, o consumo de margarina nos Estados caiu pela metade. Para aumentar as vendas, os fabricantes forneciam, junto com as embalagens, cápsulas de corante amarelo para ser misturado em casa à gordura vegetal rosa. Algumas leis restritivas à margarina só foram derrubadas no final da década de 1960. No estado de Winsconsin, o consumo do alimento em locais públicos foi proibido até 2011.

Mesmo assim,  o consumo de margarina é maior do que o de manteiga nos Estados Unidos desde 1957.

2013 mar

Lavoisier (sentado) e Du Pont

No final do século 18, já na condição de químico renomado, o francês Antoine Lavoisier (1743-1794) doutrinou por algum tempo um jovem e talentoso compatriota, Éleuthère Irénée du Pont de Nemours (1771-1834). A convivência entre mestre e discípulo foi interrompida pela Revolução Francesa. Acusado de servir ao antigo regime, Lavoisier foi guilhotinado. Pressentindo perigo, Irénée emigrou para os Estados Unidos e abriu uma fábrica de pólvora, que logo fez enorme sucesso. Foi o embrião da DuPont, empresa que se agigantaria e contribuiria para avanços tecnológicos de diversos setores, como o de embalagens.

2013 mar

Em forma de passa, embebidos em espessa calda, os Figos Ramy, da Cica – Companhia Industrial de Conservas Alimentícias, lançados em 1945 em latas cilíndricas semelhantes às de goiabada e marmelada, tornaram-se sucesso imediato de vendas. O produto ganhou status de iguaria fina, de suposta inspiração francesa (ou turca ou libanesa), devido ao nome. Na verdade, a designação foi adotada quando a empresa de Jundiaí (SP) resolveu industrializar uma receita que um empregado de uma cerâmica vizinha, pertencente à família proprietária da Fazenda Rami, preparava, para consumo restrito, no forno da fábrica. Depois que um de seus diretores provou o doce, a Cica contratou aquele funcionário, de nome Carlo, e um confeiteiro, e começou a produzir o que logo viraria item fino como sobremesa. Foi batizado com um “Y” no lugar do “I” da fibra rami que deu nome à fazenda onde nasciam os figos. A produção foi suspensa no final de 1980, devido ao elevado custo de industrialização.

2013 fev

Lançados na década de 1960, os tijolinhos de madeira para construções fazem sucesso até hoje. Quando lançado, o brinquedo era acondicionado em pesadas caixas de madeira. Hoje é encontrado em caixas de papel cartão e em bolsas plásticas flexíveis.

Antigas caixas de madeira foram substituídas por embalagens flexíveis e de papel cartão

2013 fev

A primeira lata de alumínio para refrigerantes foi adotada em 1963 para acondicionar o refrigerante de cola diet Slenderella. Foi produzida pela Reynolds Metals Company, nos Estados Unidos. A Royal Crown (RC Cola) adotou a lata de alumínio em 1964, sendo seguida em 1967 pela Pepsi-Cola e depois pela Coca-Cola.